Atendimento: Segunda à Sexta | 08:30 às 17:30

Especialidades

Fonoaudiologia no Brasil

Data da década de 30 a idealização da profissão de Fonoaudiólogo, oriunda da preocupação da medicina e da educação com a profilaxia e a correção de erros de linguagem apresentados pelos escolares. Na década de 60, deu-se início ao ensino da Fonoaudiologia no Brasil, com a criação dos cursos da Universidade de São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia. Ambos estavam voltados à graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia, sendo que o primeiro currículo mínimo, fixando as disciplinas e a carga horária destes cursos, foi regulamentado pela Resolução n° 54/76, do Conselho Federal de Educação.

Nos anos 70, tiveram início os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da profissão. Foram criados, então, os cursos em nível de bacharelado, e o curso da Universidade de São Paulo foi o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em 1977.
Sancionada em 09 de Dezembro de 1981, pelo então presidente João Figueiredo, a Lei n° 6965, que regulamentou a profissão de Fonoaudiólogo, veio ao encontro dos sonhos de uma categoria profissional, que ansiava ser reconhecida. Além de determinar a competência do Fonoaudiólogo, com a Lei, foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia, tendo como principal finalidade a fiscalização do exercício profissional.
As atividades do Conselho Federal de Fonoaudiologia tiveram início em 1983. Em 15/09/84, pela Resolução CFFa n° 010/84, foi aprovado o primeiro Código de Ética da profissão, que elencava os direitos, deveres e responsabilidades do Fonoaudiólogo, inerentes às diversas relações estabelecidas em função de sua atividade profissional.
O crescimento da profissão, a ampliação do mercado de trabalho do Fonoaudiólogo e uma maior conscientização da categoria têm levado os Conselhos de Fonoaudiologia à revisão de toda a sua Legislação. O primeiro fruto deste esforço conjunto foi a elaboração de um Código de Ética novo. Aprovados em 17/12/95. O próximo passo será a revisão da Lei n° 6965, que está completando 32 anos.
A fonoaudiologia, hoje, possui 11 especialidades que são devidamente reconhecidas pelo Conselho federal.

  • Audiologia

    A Audiologia realiza exames audiológicos para verificar se a audição dos pacientes está boa ou não; Selecionar e adaptar aparelhos de surdez e habilitar ou reabilitar deficientes auditivos. Caso uma pessoa desconfie de alguma doença auditiva, pode solicitar ao Profissional a avaliação da capacidade auditiva, baixa audição é as vezes sinal de algo errado, daí a necessidade de consultar um especialista em audiologia, de preferência quando bebê, pois desde o quinto mês de gestação, os bebês já são capazes de reconhecer a voz da mãe.

  • Disfagia

    De acordo com a Resolução CFFa nº383/10 as atribuições e competências relativas à especialidade em Disfagia são:

    Art. 2º - O profissional especialista em Disfagia está apto, nos distúrbios da deglutição, a intervir com precisão em situações que envolvam a avaliação, diagnóstico e tratamento fonoaudiológico dirigidos à população nos diferentes ciclos de vida;
    Art. 3º - As competências relativas à especialidade em Disfagia ficam assim definidas:

    1. Disfagia:
    Área do Conhecimento: A disfagia é um distúrbio de deglutição, com sinais e sintomas específicos caracterizada por alterações em qualquer fase ou entre as fases da dinâmica de deglutição, de origem congênita ou adquirida, podendo gerar prejuízo pulmonar, nutricional e social;

    O Fonoaudiólogo se habilitará ao título de
    "Fonoaudiólogo Especialista em Disfagia".

    Função: Prevenção, avaliação, diagnóstico, habilitação/reabilitação funcional da deglutição e gerenciamento dos distúrbios de deglutição;

    Amplitude: Unidades de baixa, média e alta complexidade, hospitais (ambulatórios, enfermarias, berçários e UTIs neonatal, pediátrica e adulta), centros de reabilitação, domicílios, postos de saúde, clínicas, empresas prestadoras de serviços em saúde, dentre outros;

    Processo Produtivo: O domínio do especialista em Disfagia inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que impliquem em: Orientar a equipe de saúde para a identificação de indivíduos com risco de disfagia e encaminhamento para avaliação fonoaudiológica;

    Avaliar, classificar e fazer o diagnóstico funcional da deglutição e do processo de alimentação, através da avaliação clínica fonoaudiológica da disfagia;

    Analisar o processo de deglutição observando a presença dos aspectos funcionais esperados para cada uma de suas etapas, bem como, solicitar exames complementares que auxiliam no processo diagnóstico e terapêutico dos distúrbios de deglutição;

    Realizar o tratamento - habilitação/ reabilitação/ compensação/ adaptação/ gerenciamento - dos distúrbios da deglutição;

    Prescrever a consistência alimentar, o volume, o ritmo de oferta, os utensílios, as manobras e posturas necessárias para a administração da dieta por via oral de forma segura;
    Realizar as intervenções necessárias junto ao indivíduo com disfagia, mensurando a eficácia dos procedimentos, para que o mesmo possa minimizar, compensar ou adaptar as dificuldades de deglutição;

    Colaborar, junto à equipe na indicação de colocação e retirada de via alternativa de alimentação, quando classificado o risco de alimentação via oral;

    Elaborar e conduzir os procedimentos relativos à oferta da dieta, manobras compensatórias e técnicas posturais durante exames instrumentais e objetivos da deglutição, ambulatoriais ou hospitalares, realizando análise e laudo funcional da deglutição;

    Indicar e adaptar as válvulas de fala unidirecionais para o restabelecimento da comunicação e deglutição funcionais;

    Realizar e analisar os dados provenientes da eletromiografia de superfície, ausculta cervical entre outros exames coadjuvantes à avaliação e ao tratamento dos distúrbios de deglutição;
    Avaliar os parâmetros respiratórios como freqüência respiratória e saturação de oxigênio devido ao risco de complicações pulmonares ocasionadas pela disfagia;

    Realizar, quando necessário, procedimentos de limpeza das vias aéreas antes, durante e/ou após a execução de procedimentos fonoaudiológicos;

    Gerenciar programas de reabilitação dos distúrbios da deglutição e definir indicadores apropriados de qualidade para controle dos resultados;

    Atuar como perito e/ou como auditor em situações nas quais esteja em questão o processo de deglutição normal ou alterado;

    Conduzir pesquisas relacionadas à atuação na área da disfagia para benefício da assistência à comunidade e do ensino profissional.

     

  • Fluência

    Clique aqui para ver Fluência

  • Fonoaudiologia Escolar/Educacional

    A escola é um lugar privilegiado para o acompanhamento do desenvolvimento infantil, beneficiando-se da soma de olhares das disciplinas que se ocupam da aprendizagem, entre as quais a Fonoaudiologia. Em todo o processo de desenvolvimento, a linguagem é o elemento propulsor das aprendizagens que a criança constrói. No ambiente escolar, o fonoaudiólogo é o profissional que pode colaborar no processo de aprendizagem com os conhecimentos e orientações acerca da comunicação da criança (linguagem oral e escrita, fala, voz e audição), tanto nas instituições públicas, como privadas. Este campo de atuação objetiva a prevenção a dificuldades de aprendizagem, e, mais do que isso, a promoção de estratégias e atividades, em parceria com o professor e a equipe escolar, que estimulem o adequado desenvolvimento da linguagem e da comunicação das crianças, adolescentes e adultos atendidos pelas escolas. A manutenção da saúde vocal do professor também é beneficiada pela atuação do fonoaudiólogo em instituições de ensino.

    A Resolução nº 382, de 20 de abril de 2010, do Conselho Federal de Fonoaudiologia, dispõe sobre as atribuições do especialista em Fonoaudiologia Escolar/Educacional. Nesta destacam-se, entre outros aspectos: a atuação na equipe escolar; a realização de diagnóstico institucional de situações de ensino-aprendizagem relacionadas à área da Fonoaudiologia; a participação no planejamento educacional; a elaboração e o desenvolvimento de projetos que contribuam para o desenvolvimento de habilidades e competências de educadores e de educandos. O direcionamento deste tipo de trabalho sempre tem como foco à otimização do processo de ensino-aprendizagem.

    GT DE FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL DO CREFONO7

    Fga. Carla Guterres Graña
    Fga. Clarice Wolff
    Fga. Marliese Godoflite
    Fga. Ana Margareth Moreira

    VENHA CONVERSAR COM A GENTE E PARTILHAR AS SUAS DÚVIDAS E TAMBÉM SUGESTÕES PARA QUE POSSAMOS PROMOVER AINDA MAIS ESTA ÁREA DE ATUAÇÃO DO FONOAUDIÓLOGO!

    Próxima reunião do GT: 21.10.2013
    Horário: 13.00 hs
    Local: Sala das Coordenações do Centro Metodista do Sul – IPA

    ACESSE O NOSSO ENDEREÇO NO FACEBOOK:
    FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL CREFONO

    Perguntas frequentes:

    O trabalho do fonoaudiólogo na escola é recente?
    Não, apesar de ser reconhecida como especialidade há pouco tempo, a Fonoaudiologia no Brasil surgiu para ajudar professores a solucionar
    problemas de crianças que não aprendiam, por possuírem alguma dificuldade de comunicação. Portanto, Fonoaudiologia e Educação têm uma relação colaborativa bastante antiga.

    A terapia fonoaudiológica pode ser feita em escolas?
    Não. O Conselho Federal de Fonoaudiologia veda o atendimento clínico de crianças em escolas, mesmo sendo inclusivas. O atendimento clínico/terapêutico é permitido somente nas escolas de educação especial, desde que seja respeitado o horário escolar do aluno.

    O fonoaudiólogo educacional pode realizar um trabalho volta do à saúde vocal do professor?
    Sim, assumindo o pape de agente de promoção de saúde o fonoaudiólogo
    educacional poderá desenvolver ações de aconselhamento e educação em
    saúde para professores e demais profissionais da equipe. Um exemplo claro tem sido as estratégias de promoção da saúde vocal,uma vez que a voz é o principal instrumento de trabalho dos professores.

    O fonoaudiólogo pode atuar com consultorias , planejamento e ges -
    tão educacionais?
    Sim, independentemente de ser consultor ou gestor, o fonoaudiólogo
    deve conhecer os problemas da escola (ou da rede), identificar prioridades
    e propor alternativas viáveis, considerando o contexto econômico e sociocultural da escola e de sua clientela.

    Como posso contratar um fonoaudiólogo para atuar na minha escola?

    Você poderá entrar no site do conselho regional e procurar um profissional da sua cidade (existe um link muito fácil de utilizar). Neste link juntamente com o nome do profissional aparecerá a sua área de atuação, procure profissionais com especialização em fonoaudiologia escolar\educacional.

  • Fonoaudiologia do Trabalho

    O fonoaudiólogo que atua em Fonoaudiologia do Trabalho tem na saúde do trabalhador o foco de sua ação. Ele estuda os agravos relacionados ao processo de trabalho com o objetivo de prevenção, promoção e conservação da saúde geral do trabalhador por meio do estabelecimento e gestão de programas. Especialista em Fonoaudiologia do Trabalho é um dos títulos concedidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

  • Fonoaudiologia Neurofuncional

    A Fonoaudiologia Neurofuncional é uma das áreas de atuação da Fonoaudiologia que objetiva o estudo, diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos que envolvem as funções neuromotoras, atuando nas sequelas resultantes de danos ao sistema nervoso. Especialista em Fonoaudiologia Neurofuncional é um dos títulos concedidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

  • Gerontologia

    Área interdisciplinar voltada para o estudo do envelhecimento em sua perspectiva mais ampla, em que são considerados aspectos clínicos e biológicos, como condições psicológicas, sociais, econômicas e históricas. O fonoaudiólogo especialista em Gerontologia poderá atuar em diversas áreas: prevenção, ambientação, gestão reabilitação, cuidados paliativos. Especialista em Gerontologia é um dos títulos concedidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia em parceria com a SBFa e a SBGG.

  • Linguagem

    A Linguagem estuda problemas relacionados com o aprendizado da língua, habilita crianças com atraso ou deficiência de linguagem ou pacientes que adquiriram a linguagem mas a perderam por algum motivo, a exemplo de quem sofreu derrame cerebral.

    Os problemas podem ser retardo na fala ou emissoes das primeiras palavras (demora para falar e expressar-se), deficiência na formação de frases - (fala frases de forma incompleta ou mal consegue terminá-las); omissões e acréscimos de sons na fala (pula palavras ou frases inteiras); troca de fonemas (Troca palavras) ; gagueira (pode ser de origem nervosa, psicológica ou motora), entre outros.

  • Motricidade Orofacial

    Motricidade Orofacial é a área que estuda a musculatura da face, boca e língua. Solucionar problemas relacionados á: sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala, posicionamento da língua de modo errado ou ingestão de alimentos de forma incorreta, quando contribui para o mau alinhamento dentário. Ensinar exercícios respiratórios para quem respira pela boca.

  • Neuropsicologia

    Neuropsicologia é uma área interdisciplinar que relaciona achados cerebrais e cognitivos. Entre as funções neuropsicológicas estão a atenção, as funções executivas, a percepção, a orientação, a linguagem oral e escrita, a memória, as funções motoras ou praxias e as habilidades aritméticas. Especialistas em Neuropsicologia é um dos títulos concedidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.