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Câmara da Saúde do Fórum-RS se reúne com deputado Pepe Vargas para discutir ensino EAD

Câmara da Saúde do Fórum-RS se reúne com deputado Pepe Vargas para discutir ensino EAD

A Fiscal Fga.Monia Presotto, esteve presente no dia 21 na reunião da Câmara da Saúde do Fórum-RS, realizada na sede do Conselho Regional de Farmácia, que contou com a presença do deputado federal Pepe Vargas. O encontro teve como pauta atualizar o parlamentar sobre o avanço exponencial de cursos de graduação na área da saúde EAD, e o risco potencial que isto acarretará na qualidade dos serviços de saúde da população, uma vez que os pontos negativos nesta modalidade são maiores que os positivos, por importar baixa qualidade na aprendizagem e, pela falta de prática, risco sérios à vida. A reunião também teve intuito de somar forças no Congresso Nacional para solicitar uma moratória na autorização de novas vagas para cursos a distância, até que seja discutida e a aprovada uma lei que garanta a formação com qualidade e de forma presencial para as profissões da área da saúde, além de incentivar a discussão e o aprofundamento do PL 5414/16, que proíbe o incentivo do desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância em curso da área de saúde, que atualmente está com o deputado federal Mandetta, relator da matéria na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados.

O deputado federal Pepe Vargas, que também é trabalhador da saúde, iniciou sua fala afirmando que sempre defendeu a multidisciplinaridade na área, permitindo um atendimento global de acordo com as necessidades dos pacientes. Ele salientou que o atual tipo de uso da ferramenta EAD para formação profissional, baseado no discurso de redução de custos para quem não tem dinheiro para cursar uma faculdade, é sedutor para quem não se debruça e estuda a fundo a questão. "Eu confesso que fico abismado com a ideia de alguém se formar médico sem nunca ter contato com um paciente, portanto somos parceiros nesta luta”. Vargas alertou que o país tem enfrentando tempos de exceção, e que o Congresso Nacional é uma instância bastante complexa. “Não é à toa que passou a EC95, que praticamente acaba com o SUS. Temos de ter presente que o principal gasto do governo não é com políticas sociais, e sim com juros e serviços da dívida pública”.

O parlamentar relatou que a Câmara aprovou a abertura de todo o processo de extração de petróleo do Pré-Sal para multinacionais. “Isso afeta diretamente o Fundo Social do Pré-Sal, onde grande parte dos recursos seria dedicado à educação e outra parte para saúde. No modelo de partilha anterior, 80% do óleo retirado ia para o Fundo Social. Agora, chegamos ao patamar de 11%. É uma brutal perda de receitas que estes congressistas aprovaram. Com as empresas de EAD, nós não estamos enfrentando empresários de pequeno ou médio porte, mas sim grandes fundos de investimentos multinacionais que adentraram para especular na área da educação”. Para finalizar, o deputado sugeriu que os conselhos regionais buscassem diálogo com a bancada gaúcha no Congresso, e os conselhos federais buscassem os líderes de bancada, para que se discuta, além da moratória na abertura de vagas no EAD, o debate da PL 5414/16.